A dor e a Psicanálise

A dor e a Psicanálise

É cada vez mais usual no consultório de psicanálise a procura pela causa de dores inexplicáveis pela Medicina. A pessoa após cumprir extenso ritual, passando por diversas especialidades – em cada uma delas, por vários profissionais e submetendo-se a incontáveis exames, alguns de alta tecnologia, por fim é convencida de que a sua dor é psíquica, não porque tenha sido constatado algum indício neste sentido, mas porque todos os exames tradicionais não apontaram nenhuma causa.

Surge a primeira questão: o “doente” é encaminhado a um psi-quiatra/cológo/canalista porque nada de anormal foi encontrado que a explicasse, donde a sua dor é “psíquica”, isto é, fruto da sua imaginação, o que irrita e piora o estado do “doente”, pois ele “sente a dor, que é real”, então além de sentir dor, está ficando “maluco”.

Resta procurar o “psi”, que se for o “quiatra”, vai lhe receitar drogas farmacêuticas para amortecê-las, mas se for o “cológo/canalista”, vai procurar a causa da dor em outro lugar, fora do corpo físico.

Surge nova questão: o “fora do corpo físico” não é suscetível de exames clínicos e não se apresenta como um órgão ou como um membro, o que acarreta que exame seja feito de outra forma, que não seja através de métodos quantitativos ou qualitativos.

Se a escolha recair num “psi-canalista”, este usará as técnicas descobertas e desenvolvidas por Freud, e buscará no inconsciente tais dores.

Temos então outra questão: se toda uma bateria de exames analisada por diversos profissionais foi incapaz de diagnosticar a causa da dor, como o psicanalista, sem realizar nenhum exame clínico, trabalhando com algo etéreo, como o inconsciente, vai fazê-lo?

Para começar, o psicanalista não irá procurar a causa, mas a origem da dor e isso é fundamental, pois a origem pode ser um olhar, um ato, uma fala “do outro” que não passou por nenhum exame clínico, mas deixou gravado no inconsciente “do doente” a sua ação.

A busca se dará no “mundo do inconsciente”, que nada tem a ver com alma, espírito ou coisa parecida.

O inconsciente é real e concreto. É como a película de um filme, onde ficam registradas as emoções da sua vida. O inconsciente simplesmente é! É como o dia nascendo, que não precisa se explicar, basta surgir e você não pode impedi-lo.

Você pode tentar: feche todas as janelas, cubra a cabeça, faça tudo o que quiser, mais ainda assim o dia vai surgir.

Também assim é o inconsciente. Sob determinadas condições ele surge e ainda que você não queira percebê-lo, vai aflorar. E se você reprimi-lo muito, vai surgir em forma de dor. Nas costas se o peso for maior do que o que você pode carregar; nas pernas se você estiver impedido de andar; no peito se a emoção guardada estiver a ponto de explodir, e por aí vai.

O melhor jeito de se livrar dessa dor, que é real e concreta, é perceber a sua origem e se livrar dela, ou pelo menos, reduzi-la ao que merece.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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