A Mudança e a Decisão

A Mudança e a Decisão

Uma das tarefas mais importantes na vida é saber alterá-la, quando não é mais possível realizá-la ou quando não se tornam mais necessários alguns dos seus atributos. Mas essa mudança é difícil para a maioria das pessoas.

Muitos abdicam de inúmeros aspectos da vida porque em um determinado momento tem de criar filhos, tem que sustentar um relacionamento, não podem se livrar de um vínculo familiar, são dependentes financeiros, e por aí vai.

Isso ocorre porque a sociedade produz uma cultura que é coercitiva. Temos que desempenhar nossos papéis e muitas vezes, papéis que outros nos impõem.

É a mulher que faz papel de pai e mãe; o filho que segue a carreira imposta; a filha que é subjugada pela mãe – papéis que são aceitos, como resposta a sociedade.

Mas um dia aqueles que nos impuseram o papel que era deles ou um papel que não queríamos para nós, deixam de exercer a coerção e ESTAMOS LIVRES !!!

Quando esse momento chega despertamos como uma criança ávida por comida e atenção. Queremos vivenciar tudo aquilo que foi posto de lado.

Isto ocorre porque em cada um de nós coexistem “dois eus”: há o sujeito interior e o indivíduo exterior. O sujeito interior é formado principalmente na infância, no contexto familiar. É o nosso íntimo, gravado em nosso inconsciente. É o que temos de mais profundo e somente nós temos acesso a ele.

O indivíduo exterior é a nossa carteira de identidade. É o que mostramos para o mundo. É como nos identificamos, como queremos que os outros nos vejam.

Esses “dois eus” se influenciam reciprocamente e algumas vezes entram em conflito. Durante a vida, muitas vezes o indivíduo exterior forçado pela moral produzida pela sociedade, faz o sujeito interior se calar. Projetos pessoais são adiados, valores importantes são aquietados.

Quando deixa de existir a coerção que nos obrigou a desempenhar aquele papel, o indivíduo exterior, que passou boa parte da vida desempenhando-o, tem dificuldades para mudar.

Agora que estou sozinha, posso ir aqueles lugares que sempre desejei, mais em que companhia? O que os outros vão pensar? Como apresentar minhas novas amizades?

Alterar formas de vida significa mudança, que traz a resistência ao desconhecido e consequente insegurança.

Isso faz com que muitos optem pela “zona de conforto”: É melhor isso que já conheço do que arriscar e me dar mal…

E aí, o sujeito interior não se cala mais. Grita, esperneia, produz toda uma série de incômodos – angústia, doenças psicossomáticas, depressão e tudo o mais.

A vida é uma sucessão de mudanças. Não há um dia como outro. Se a coerção ou a necessidade deixou de existir, mude. Liberte o seu sujeito interior. Realize-se, seja feliz. Porque a vida é sua. Não é do outro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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