Ano Novo – Tudo Velho

Ano Novo – Tudo Velho

Mais um final de ano. Muita comida, bebida, promessas, arrependimentos e amigo oculto. As realizações dos tempos modernos, as descobertas e as investigações em todos os setores e o contínuo progresso, trouxeram muita facilidade paro o dia-a-dia e junto, uma crescente competição e mudanças radicais na nossa vida. Cresceram as exigências impostas à eficiência do indivíduo, que só reunindo todos os seus poderes mentais pode atendê-las.

Simultaneamente, em todas as classes aumentam as (pseudo) necessidades individuais e a ânsia pelo consumo. A um tempinho atrás, um garoto tinha dois modelos de camisa de futebol do seu time, para escolher como presente de Natal. Hoje cada time tem dezenas de modelos. Qualquer um, em qualquer rede social, tem dezenas de amigos, mas ninguém conhece ninguém.

Você não tem nenhum dinheiro aplicado em Bolsas de Valores, nem sabe direito o que é isso, mas de tanto ouvir na TV, está preocupado com a bolha imobiliária dos EUA. E bota preocupação nisso, pois a Grécia está em crise e Portugal vai explodir a qualquer momento. Isso sem falar que em 2012, pelo calendário Maia, o mundo vai acabar!

E toda essa conjuntura é prejudicial? Pode ser para você, mas para muita, mas muita gente mesmo é ótima. A indústria farmacêutica nunca vendeu tanto. Os consultórios estão lotados, pois você tem 137 amigos no Facebook e nenhum para conversar. O almoço de domingo há muito tempo deixou de existir e você não tem muita certeza se o filho passou de ano. Tua mulher fez chapinha, você não notou e ela também não se importou.

As crises políticas e financeiras atingem círculos cada vez mais amplos. Você tem que participar da vida política. Os conflitos religiosos e sociais inflamam os espíritos, exigindo violentos esforços da mente e roubando tempo ao sono e ao lazer. A vida urbana torna-se cada vez mais sofisticada e intranqüila. Tomar cerveja, com os vizinhos, no botequim da esquina, nem pensar. Você tem que esperar o Shopping abrir para ir a Praça de Alimentação. Gozado, né? Praça, um tempinho atrás era um lugar onde ficavam aposentados e crianças. Lá se reunia o início e o fim da vida. A Praça de hoje tem horário de funcionamento, você tem que ir bem vestido, para comer coisas, todas com o mesmo gosto. Tudo isso leva a que os nervos exaustos busquem refúgio em maiores estímulos e em prazeres intensos, caindo em maior exaustão.

A literatura só trata de questões controvertidas, que despertam paixões e encorajam a sensualidade, o consumismo, o desprezo por todos os princípios éticos e por todos os ideais, apresentando ao leitor personagens doentios, propondo-lhe problemas de sexualidade psicopática, temas revolucionários e outros. Nunca a maioria foi tão dominada pela minoria.

E o que fazer?

Jogue a TV no lixo; proíba seu filho de escutar aquelas musicas, naquele volume; diga para sua filha que ela não vai sair com aquele cara esquisito; exija dos dois o boletim escolar, domingo de manha vá a Igreja e depois faça um churrasco no quintal, para a família e amigos. Com certeza você vai deixar de tomar remédios e freqüentar consultórios.

Suas chances de conseguir fazer isso são remotas, muito remotas, mas pelo menos você tentou e se ninguém te acompanhar, faça sozinho. Se nem você conseguir fazer, não fica triste não porque esse texto é uma adaptação de outro, escrito em 1893, explicando a relação entre “a alta incidência da doença nervosa e a moderna vida civilizada”.

Viu !!?? Ano Novo, Tudo Velho. Só depende de você.

 

Dr. Antonio Carlos – Psicanalista – tel.: 3045-633

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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