As cracas da nossa vida

As cracas da nossa vida

O início de uma vida tem muitas semelhanças com o lançamento de um navio ao mar. Tudo é novo e navega muito bem, mas com o passar do tempo as cracas começam a se fixar no casco. Cracas são crustáceos que causam estragos porque dificultam que o navio deslize pela água e que tem como característica a reprodução constante.

As nossas cracas são aquela bicicleta que nos roubaram; aquela tapa do valentão da outra rua; a decepção no vestibular; o emprego perdido… e por ai vai. E como são cracas, estão sempre se reproduzindo, adquirindo novas formas. No navio as cracas se grudam no casco e em nós se grudam no inconsciente, assumindo aspectos simbólicos. A bicicleta em si perde a importância com o passar do tempo, mas o sentimento de perda, frustração e revolta com que fomos impregnados naquele momento, vai se somando a outros registros semelhantes e tomando cada vez mais força.

Essas cracas, sem que percebamos, conduzem a nossa vida: escolhas afetivas, preferências sexuais, desavenças e desafetos, crenças e descrenças sempre são produzidas por elas. E como tudo é simbólico e mutável, passamos a generalizar: homem não presta; eu só dou azar; a culpa é de fulano, etc, principalmente porque nos relacionamentos, sempre vemos o outro como gostaríamos que ele fosse.  Raramente o vemos como realmente ele é – e isto também acontece com o outro, que também nos vê como projeção de seu mundo interno, através de registros resultantes das suas experiências anteriores.

São essas experiências recalcadas no inconsciente, que moldam o nosso comportamento e nos fazem agir e sentir, algumas vezes nos causando sofrimento.

As “cracas” vão se multiplicando e um dia o navio começa a andar de lado e surge a necessidade de procurar ajuda: alguma coisa mística, as vezes drogas, talvez um “doutor”, quase sempre remédios.

Através do misticismo, transferimos a responsabilidade do problema para alguém; com a droga, temos sensação de que o navio está navegando; com os remédios, esquecemos as cracas. Sobrou o “doutor”!

Existem muitos tipos de “doutores” e muitas técnicas. A  imensa maioria, competente e responsável. Um desses é o Psicanalista, que não é Psicólogo nem Psiquiatra. Muito menos líder religioso, confidente ou amigo. É um profissional capacitado na utilização das técnicas desenvolvidas por Freud, que busca nos registros do inconsciente a motivação e a causa daquela angustia, daquele sofrimento, daquele comportamento indesejado.

Psicanálise não é misticismo, religião ou ombro amigo. É uma técnica cientifica utilizada para descobrir no inconsciente as causas das inquietudes.

Se tua vida está andando de lado, ou pior, está parada; se você não consegue entender porque age daquela maneira ou permite que aquelas coisas aconteçam, procure ajuda de um profissional, antes que o navio afunde.

Dr. Antonio Carlos – Psicanalista – Consultório em Bangu

tel.: 3045-6331 ou 9965-3541

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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